Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: a gestão sustentável de resíduos como caminho para alcançá-los

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — Eco Circuito

Criados pela Organização das Nações Unidas (ONU), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda com 169 metas, agrupadas em 17 áreas. 

O sucesso da empreitada depende de ações conjuntas do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil, que precisam acontecer rapidamente. 

O prazo para conclusão das entregas termina em 10 anos e os resultados até o momento mostram que o percurso ainda é longo e cheio de desafios. 

Uma gestão de resíduos sustentável é um dos caminhos necessários para atingirmos os resultados esperados, respondendo diretamente a 5 dos 17 objetivos. 

Sobre isso vamos ajudá-lo a refletir ao longo deste artigo. Continue lendo para entender!

OS 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — Eco Circuito

Sustentabilidade é um tema que está em discussão há bastante tempo, seja em âmbito local e/ou global. Um exemplo consistente de debate é a agenda socioambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) que criou os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Apresentados pela organização em setembro de 2015, na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, os 17 ODS surgiram para nortear os investimentos dos países nos 15 anos subsequentes

Eles tratam de 169 metas (agrupadas nas 17 áreas ou objetivos) e uma série de diretrizes sobre áreas que devem receber investimento e de que forma. O intuito é garantir um mundo mais igualitário e sustentável.

Os 17 ODS formam a Agenda 2030, o que significa que, em 2020, iniciamos a contagem regressiva de 10 anos para colocar tudo em prática. 

Será que estamos no caminho para conquistar esse resultado? 

Entenda, nos tópicos que seguem, o que precisa ser feito para que os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável sejam alcançados!

Responsabilidade compartilhada

Definidos com a participação de representantes de diversos países, os 17 ODS enfatizam a criação e /ou alteração de políticas públicas. 

No entanto, para que o resultado esperado seja efetivo e sustentável, é fundamental que a iniciativa privada e a sociedade civil desempenhem um importante papel. 

Alguns exemplos de atividades incluem (mas não apenas):

  • pressão por regulamentações e legislações de controle / fiscalização.
  • adequação de comportamentos (ou processos, no caso das empresas) para cumprimento integral dos objetivos.
  • participação em debates e apresentação de solução de problemas locais e globais, que possam ser escaladas / replicadas.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido pela sustentabilidade e estamos sujeitos a uma série de riscos. Derretimento de calotas polares, mudanças climáticas, desastres naturais e contaminação de solo ou água são alguns dos exemplos mais discutidos, mas não são os únicos. 

Para empresas, por exemplo, a gestão sustentável do negócio está cada dia mais associada a uma reputação de marca positiva — e uma boa imagem, por sua vez, faz toda a diferença no resultado da empresa.

ODS e empresas

Na prática, os 17 ODS afetam e podem ser afetadas pelo setor privado. As organizações devem buscar áreas onde haja sinergia com seus negócios e, principalmente, em que o impacto causado por suas operações seja significativo. 

Mais do que contribuir para o cumprimento dos objetivos, essa mudança sistêmica é capaz de agregar benefícios financeiros, operacionais e institucionais para o negócio. Alguns exemplos são:

  • fortalecimento da relação com outros stakeholders e aumento da chance de influenciar as políticas públicas;
  • impulsionamento da valorização da sustentabilidade corporativa;
  • criação de novas (e mais rentáveis) oportunidades de negócios;
  • comunicação comum, em busca de soluções compartilhadas com a sociedade e o governo.

Os resultados até aqui

De acordo com o estudo realizado pelo grupo Rede Brasil do Pacto Global, mais de 60% das empresas ainda não concluíram sua definição de metas relacionadas aos 17 ODS.

O estudo completo traz também dados detalhados por setor, como o fato de 25% dos bancos estarem no 1º passo e os demais 75% no 2º, enquanto 40% das empresas de energia estão em fase de integração (a quarta etapa do processo).

De maneira geral, os resultados do estudo mostram que, nos últimos 5 anos, foi baixo o engajamento das empresas com os 17 ODS. 

Se seguirmos o mesmo ritmo, a tendência é que metade das empresas não consigam chegar ou concluir a fase de integração até 2030. Em outras palavras, o objetivo pode não ser conquistado.

Iniciativa em destaque

Em contrapartida, existem empresas e iniciativas que já se destacam. Separamos alguns exemplos.

  • ODS 6- Água potável e saneamento: O Instituto Terra que desenvolveu um programa para recuperar as nascentes da Bacia do Rio Doce, contemplando mais de 4 milhões de pessoas e recuperando os afluentes do Rio Doce e mais de 300 mil nascentes desta Bacia.
  • ODS 9- Indústria, inovação e infraestrutura: A White Martins fábrica de gases com mais de 100 anos de mercado, tem como meta até 2020 uma mudança para ser completamente digital, investindo em tecnologia e eficiência para melhorar a segurança e a qualidade dos ares que seus transportes emitem, gerando lucro e estabilidade para empresa que sofre bastante com as variações do mercado econômico.
  • ODS 11- Cidades e comunidades sustentáveis: World Resources Institute (WRI) Ross Center desenvolveu a iniciativa de comunicação que é a City Fix Brasil, um centro de estudo vinculada com ONGs que estudam o desenvolvimento das cidades brasileiras para serem mais sustentáveis, acessíveis e um lugar melhor para se viver, buscando um foco para resolver os problemas socioambientais.
  • ODS 13- Ação contra a mudança global do clima: Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, aqui no Brasil, é o responsável pelo programa GHG Protocol, mais uma ferramenta desenvolvida pela World Resources Institute (WRI) Ross Center, mundialmente usado para quantificar e gerenciar emissões de Gases do Efeito Estufa, eles fornecem ferramentas e publicações em seu site para auxiliar em inventários para todos independente de sua origem.
  • ODS 15- Vida terrestre: Temos como referência a Fundação Grupo Boticário sendo uma das principais empresas privada de conservação da natureza no Brasil. São responsáveis pela preservação de mais de 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado nas reservas de Salto Morato (PR) e da Serra do Tombador (GO). Também auxiliou mais de 1500 projetos descobrindo mais de 170 espécies animais e vegetais, vindo, talvez a servir de matéria prima para seus produtos.

Como a gestão de resíduos pode ajudar empresas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 

Como detalhamos no panorama que publicamos sobre a situação dos resíduos no Brasil e no mundo, um dos grandes problemas para termos um mundo mais limpo e sustentável é a geração de resíduos e sua destinação final. 

Dados da própria ONU confirmam que, anualmente, são produzidas mais de 2 bilhões de toneladas de resíduos no mundo e que cerca de 99% dos itens que compramos são jogados fora dentro de seis meses. 

Agora imagine 7,9 bilhões de pessoas (que devem pular para 9,9 bilhões até 2030) gerando e descartando lixo dessa forma. É insustentável e, já hoje em dia, seria necessária 1,7x a Terra para dar conta de todo o consumo da humanidade.

Os 5 ODS que contemplamos na lista anterior de exemplos não foram escolhidos por acaso. 

São esses os objetivos sobre os quais uma gestão de resíduos sustentável tem impacto direto: água potável e saneamento; indústria, inovação e infraestrutura; cidades e comunidade sustentáveis; ação contra a mudança global do clima; e vida terrestre.

Confira, na tabela a seguir, como a gestão de resíduos pode ajudar as empresas a contribuírem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

ODSComo uma gestão de resíduos sustentável pode contribuir com empresas?Como a Eco Circuito pode contribuir com empresas?
ODS 6- Água potável e saneamento;Lixo é uma das principais fontes de contaminação de lençóis e nascentes.
O descarte incorreto de resíduos também tem relação direta com sistemas de esgoto, sendo uma das principais causas de entupimento (tanto residencial, quanto comercial e público). Além disso, já existem estudos que comprovam a presença dos mesmos microplásticos encontrados no oceano também na água potável.
O Biodigestor LFC elimina o envio de resíduos alimentares para aterros, o que reduz significativamente as emissões, já que lixo orgânica acelera a emissão de gás metano e  apresenta risco de contaminação de lençóis de mais de 50 anos pós-descarte.
Além disso, o equipamento também transforma resíduos em efluente que pode ser descartado de forma limpa (água cinza) diretamente pelo ralo, ou destinada a uma ETE para geração de água de reuso.
ODS 9- Indústria, inovação e infraestrutura: A adequação da indústria à economia circular (que deve substituir o modelo linear de consumo e descarte) é necessária, não só pela sustentabilidade do planeta, como também dos negócios.
Nesse sentido, gestão de resíduos — que são gerados ao longo de toda a cadeia produtiva — aparece como um dos principais desafios, mas também com a oportunidade de gerar benefícios que vão além do ambiental e social.
Desenvolvido no Vale do Silício, pela Power Knot, o Biodigestor LFC conta com recursos de alta tecnologia, que viabilizam gestão de resíduos alimentares in-loco, de maneira ininterrupta e com monitoramento remoto. Mais benefícios ligados a esse ODS:Não há impactos para a operação, como odores, ruídos ou atração de vetores de doenças (como ratos e baratas).Ganhos operacionais e de higiene, liberando recursos para outras atividades).Geração de água de reuso para reabastecimento da operação, gerando ciclo de consumo de água fechado.
ODS 11- Cidades e comunidades sustentáveis: Outra questão-chave para os ODS, que também tem ligação direta com resíduos: enquanto não encontrarmos uma forma de escalar iniciativas voltadas para a gestão dos resíduos, não poderemos afirmar que vivemos em comunidades e/ou cidades sustentáveis.
A iniciativa privada desempenha um papel importante para evolução, como deixa clara a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estipula  responsabilidade compartilhada sob o problema.
Nos últimos anos, as medidas de controle e fiscalização em relação a gestão de resíduos nas empresas têm avançado. Junto com ela, a pressão da sociedade por uma atuação mais sustentável por parte da sociedade cresce a cada dia.
Outro fator relevante, que aponta para a necessidade de inovação por parte das empresas, é o risco iminente de acabarem os espaços nos aterros, como é o caso em São Paulo, maior cidade do país – em tamanho, número de pessoas e volume de resíduos.
O Biodigestor LFC pode ser utilizado tanto por empresas – que precisam compensar seu impacto — quanto por órgão públicos. Existem diversos cases do produto em agências de governo de países como EUA, Canadá e Austrália, conhecidos pelos altíssimos padrões de exigência em processos licitatórios.
Além do biodigestor, também oferecemos assessoria em gestão de resíduos para empresas. O processo, que parte de um diagnóstico aprofundado da situação dos resíduos na operação, oferece uma perspectiva holística, que vai além dos resíduos orgânicos. 
Neste serviço, mapeamos todo o fluxo de geração de resíduos na empresa (tipos, fontes, como é destinado etc.) e construímos, em conjunto com o cliente, um plano de ações e medidas que tem como prioridade a redução e não-geração de resíduos.
Tanto o Biodigestor LFC quanto o serviço de assessoria em gestão de resíduos servem ao propósito de evoluir o modelo de gestão das empresas para um cenário Aterro Zero.
ODS 13- Ação contra a mudança global do clima:Assunto com grande cobertura da mídia, também tem relação direta com resíduos. Descarte incorreto (não sustentável) é sinônimo de emissão de gases de efeito estufa.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, mesmo o descarte em aterros pode ser prejudicial para o clima. Isso ocorre porque, apesar de mais indicado do que os lixões, 50% do material enviado para aterros no Brasil ainda é composto por restos de comida. Como citamos anteriormente, o material — em função de suas características — acelera a produção de gás metano.
Tanto do ponto de vista de produto (Biodigestor LFC) quanto de serviço (assessoria em gestão de resíduos), atuamos com foco em garantir redução nos resíduos gerados, máximo reaproveitamento e, apenas em último caso, o descarte através de métodos adequados e sustentáveis.
Ao longo de 2019, desviamos mais de 85 mil quilos de resíduos de aterros e evitamos a geração de mais de 350 toneladas de emissões de CO2.
ODS 15- Vida terrestre:Este objetivo está relacionado à vida na terra — tanto no que se refere à preservação da fauna, quanto em garantir boas condições de sobrevivência para nós, humanos.
Descarte incorreto de resíduos tem relação direta com várias questões ligadas à nossa sobrevivência e à adequação das empresas aos ODS. Alguns exemplos:Risco de contaminação de água, solo, ar e alimentos, que pode prejudicar alimentos.Atração de vetores de doença através do lixo.Grupos ativistas em favor dos animais com críticas ao impacto das operações.Manutenção dos recursos do planeta, para garantir que haverá disponibilidade de matéria-prima no futuro, sob um preço viável.
Nosso propósito é transformar geradores de lixo em agentes ambientais. Queremos contribuir para a evolução do modelo linear, de consumo e descarte, para um modelo circular, de reaproveitamento. E tudo isso tem um único objetivo: garantir um mundo mais vivo no futuro.
Nós acreditamos que isso só será possível se trabalharmos em rede, com poder público, iniciativa privada e sociedade civil atuando lado a lado. Nossa missão é ajudar empresas a cumprirem com a sua parte dessa equação, sem deixar de lado o foco em produtividade e rentabilidade do negócio.

Como está a adequação das sua empresa aos ODS? Entre em contato conosco para entender como podemos ajudar na evolução desse processo!

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